Live especial debate a adaptação respeitosa de crianças e bebês nas primeiras semanas de aula
A Secretaria de Educação (Semed) da Prefeitura de Aracruz – Setor de Educação Infantil – promoveu na noite desta segunda-feira (2), no canal oficial do YouTube, uma live especial junto às famílias de crianças e bebês que ingressam nas escolas da Rede Municipal de Ensino a partir desta quarta-feira (4). O momento foi mediado pela diretora do (Cmei) Chapeuzinho Vermelho, Adriana Alves dos Santos Abud, que é especialista e desenvolvimento infantil, com formação em psicanálise clínica, além de ser orientadora parental, ajudando pais e mães a compreenderem o comportamento de cada criança, sempre trazendo uma abordagem sócio emocional.
Antes do início da palestra virtual, a secretária Jenilza Spinassé fez um momento de acolhida com os pais, explicando como é de extrema importância tanto para as famílias, quanto para as escolas, esse processo de transformação na vida de cada criança. “Boa noite famílias dessa etapa tão importante da Educação Infantil. Hoje a diretora Adriana, que atua no Cmei Chapeuzinho Vermelho, irá desenvolver um trabalho reflexivo junto a vocês, pais de bebês e crianças pequenas, para que possamos entender um pouco como é este período, que é aquele que nossos pequenos estarão fora de suas residências pela primeira vez. Quando a criança chega para a escola, qual é o melhor formato de acolhida da escola e de vocês? Esse convite é para que consigamos fazer juntos, uma educação de fato, com mais inclusão, principalmente nesta etapa tão importante do desenvolvimento infantil. Obrigada à diretora Adriana, que é uma grande estudiosa da área, e que possamos ter um bom momento nesta noite”, disse.
Adriana começou explicando como age a criança de zero a cinco anos, que está explorando o mundo e ainda está organizando sua base emocional. Segundo a diretora, cada uma ainda está aprendendo a lidar com emoções, separações e frustrações, sentindo antes de entender. “Quando elas saem de suas casas, elas encontram pessoas novas, passam a ter rotinas novas, em um espaço novo, com mudança de ambiente, sendo que tudo isso acontece ao mesmo tempo. Como forma de defesa, elas ativam os sistemas de alerta do cérebro, com predomínio do emocional, tendo baixa capacidade de autorregulação. Por isso a necessidade do adulto agir como um regulador externo. Falo isso como mãe e profissional da educação. Precisamos estar juntos, fortalecidos, pois a adaptação infantil é uma engrenagem para um bem maior, que são as crianças, que não conseguem ficar sozinhas e se desenvolverem sem outras pessoas”, ressaltou.
A especialista em desenvolvimento infantil mostrou às famílias que a criança tem dificuldade de se conectar e de desconectar das pessoas e lugares, mesmo quando ela é amada, cuidada e acolhida, deixando claro que quando se sentem seguras, elas exploram, e inseguras, se defendem. “Na adaptação escolar respeitosa existe o antes, o durante e o depois, e em ambos casos temos que saber como agir e o que fazer. Cada família deve se preparar com muita antecedência, trabalhando sentimentos e angústias, pois os filhos se conectam com nossas emoções, lendo nossas microexpressões. Eles sentem sentimentos dos nossos batimentos cardíacos e da nossa ansiedade. Por isso, cuidem de suas emoções e expectativas, falando com eles da nova rotina com muito entusiasmo”, explicou.
Para Adriana, um outro fator importante é o fato de se deixar a criança ser protagonista de seu material e na arrumação de suas bolsas. “Com os bebês façam festas no momento de colocar suas fraudas nas bolas. Eles se sentem pertencentes e aceitam com mais facilidade a adaptação escolar e estarem em outro lugar”.
Durante o período que a criança está na escola, deve ser mantida a rotina da criança, evitando ao máximo mudanças, com respeito ao espaço e o desenvolvimento que ela tem. “Não faça comentários sobre a adaptação, do choro, podendo ser mais sofrido, pois ela pode adoecer, ter febre e diarreia. Não saia escondido. Sempre se despeça, crie um ritual de despedida. Segurança procede aprendizagem. Tenham paciência e sejam acolhedores”, reforçou.
Nessa fase intermediária, é comum o choro terminar ou diminuir, passando a ter mais interesse pelo ambiente e aceitando a presença do adulto, sendo esta uma recuperação emocional. Com relação ao período depois da adaptação, caso a criança mantenha o choro, vários sãos que podem influenciar. “Pode acontecer delas terem pouco tempo com os pais, ou rotinas inconsistentes e imprevisíveis, além das dificuldades com os coleguinhas, regras novas e pouco sono”, por exemplo”. Após as falas, os pais tiveram a oportunidade de tirarem suas dúvidas e exporem seus pontos de vistas.
Compartilhe essa notícia:
Últimas notícias
- Fevereiro Cinza: Prefeitura promove palestra sobre prevenção às lesões musculares
- Prefeitura de Aracruz lança edital da Secretaria de Desenvolvimento Social
- Balneabilidade: praias de Aracruz recebem novas placas de sinalização
- 6ª Chamada Edital 002/2025 - SEMED
- Educação inicia instalação de salas modulares em escolas da Rede Municipal de Ensino
- Município concede auxílio para compra de material escolar e uniformes
- 5ª Chamada Edital 002/2025 - SEMED
- Jornada do Regime de Colaboração 2026 oportuniza reflexões sobre a política educacional e a responsabilidade das Secretarias Municipais de Educação
- Regularização Fundiária: famílias do bairro Santa Marta serão beneficiadas com a entrega de documentos
- Ação Cidadã reúne serviços de assistência social e saúde no Centro de Aracruz