Palestra sobre a valorização e o combate à violência contra a mulher instrui estudantes da Emef Placidino Passos

Publicado em: 29 de abril de 2026
Texto: Renato Lana de Faria
Imagem: Divulgação
Palestra sobre a valorização e o combate à violência contra a mulher instrui estudantes da Emef Placidino Passos

Estudantes do 8º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Placidino Passos participaram na manhã desta quarta-feira (29), de uma palestra sobre a valorização e o combate à violência contra a mulher. A ação foi proferida pela Delegada Drª Amanda da Silva Barbosa - Divisão Especializada de Atendimento à Mulher e à Criança e ao Adolescente da Polícia Civil do Espírito Santo (13ª Delegacia Regional).

De acordo com a delegada, sua presença foi uma solicitação da própria escola, que a procurou para poder deixar uma mensagem aos estudantes. “Na verdade esta palestra não faz parte de um programa da Polícia Civil, e sim um convite que eu recebi da escola para poder compartilhar informações sobre esse assunto tão importante, que é a violência contra a mulher, e que infelizmente está cada vez mais presente na sociedade”, disse.

Dra Amanda se interagiu com os estudantes contando casos do seu dia a dia como Chefe de Polícia, e como é receber mulheres que foram agredidas por seus companheiros, e diante disso, mostrar o porquê da necessidade de trabalhar ações em vários setores da sociedade, com o intuito de fortalecer uma rede de apoio, conscientizando as pessoas sobre o que fazer para mudar essa triste realidade de agressões contra as mulheres.

“Em nossa sociedade existe um modelo para nós mulheres, e não importa o quão instruída você seja, ou quão bem-sucedida. Se não tiver um par, é como se tivesse alguma coisa errada, porque isso vem de uma cultura que vende a ideia do amor romântico, de que precisamos estar em um relacionamento para sermos felizes. Ou seja, se estou sozinha, estou incompleta. E em função disso, muitas pessoas enfrentam relacionamentos abusivos e violentos, porque o nosso meio embutiu em sua cabeça que ela precisa de alguém para ser feliz. Temos que ter em nossa mente e coração que nós, mulheres, somos perfeitamente capazes de ser felizes, plenas e realizadas mesmo estando solteiras. Relacionamento não é, necessariamente, sinônimo de felicidade, porque se assim o fosse, não existiriam separações”, ressaltou a delegada.

Os estudantes, que ficaram muito atenciosos às falas da profissional de segurança, também conheceram mais sobre os tipos de violência que acomete a mulher, como a física, a moral, a psicológica e a verbal. “Não consigo entender uma mulher que ouve xingamentos de seu parceiro, que diz que a ama, e no outro dia está tudo bem. Há alguma coisa errada. É um ciclo de violência, porque o mesmo homem que grita e se esperneia, é o mesmo que depois pede perdão e que fala que vai mudar. Essa mudança não será repentina, e só acontecerá se tivermos empenho”, chamou a atenção.

A palestra objetivou promover a conscientização e ampliar o acesso à informação no ambiente escolar, tendo a iniciativa surgido da necessidade de orientar os alunos sobre a importância de reconhecer, prevenir e denunciar situações de violência, que ainda são, muitas vezes, naturalizadas ou silenciadas. “Nós buscamos fortalecer o conhecimento sobre os direitos das mulheres, os mecanismos de proteção disponíveis e o papel das instituições no enfrentamento dessa problemática, contribuindo para a construção de uma cultura de respeito e proteção”, explicou o diretor Carlos Augusto.

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