Oficina debate como o novo PAR pode fortalecer o regime de colaboração
O Centro de Formação e Desenvolvimento dos Trabalhadores em Educação do Ministério da Educação (CETREC/MEC), em Brasília, sediou nos turnos matutino e vespertino desta terça-feira (10), a oficina: “como o novo Plano de Ações Articuladas (PAR) pode fortalecer o regime de colaboração. O evento foi destinado a profissionais de educação de todo o país que estão à frente dos Arranjos de Desenvolvimento da Educação (ADE) de seus municípios e estados. Aracruz esteve representada pela líder do ADE Piraquê-Açú, a técnica pedagógica Giucirlene de Bortoli.
A oficina do novo Plano de Ações Articuladas (PAR), referente ao ciclo 2025-2028, veio com o objetivo central de fortalecer o regime de colaboração no Brasil, sendo que este plano funciona como um instrumento de planejamento, diagnóstico e assistência técnica e financeira, que une a União, estados e municípios, focando em equidade e gestão de dados. De acordo com a líder do ADE Piraquê-Açú em Aracruz, o momento serviu como uma capacitação de gestores no uso dessa ferramenta, que busca superar o foco apenas em recursos financeiros e promover ações conjuntas para a melhoria da educação básica.
“Este momento representa um marco para os Arranjos de Desenvolvimento da Educação. Ser convidada pelo MEC para contribuir com o aprimoramento de uma ferramenta tão relevante quanto o novo PAR demonstra que, em regime de colaboração, os municípios se fortalecem e as ações conjuntas são realizadas com sucesso. Agradeço a oportunidade de estar aqui representando o ADE Piraquê-Açu, por meio das Secretarias Municipais de Educação, do parceiro privado Suzano e da Roda Educativa, que atua como parceira técnica e sistematizadora deste trabalho. Estou muito feliz por contribuir com este processo, que reafirma nosso compromisso com a educação pública de qualidade e com o fortalecimento da cooperação entre os municípios", disse a técnica pedagógica Giucirlene de Bortoli.
Aos gestores foram apresentadas várias formas de colaboração entre as redes de ensino, em forma de matriz, para que todos pudessem, em grupos, se inspirar nessa busca. Essa matriz mostrou quando faz sentido dialogar e contratar juntos, compartilhar, quais ações colaborativas são possíveis, quais são as perguntas mais adequadas para a orientação e construção de ações, dentre outros. Os participantes puderam opinar sobre o formato das abas e das visualizações da matriz, bem como sobre a organização e a disposição dos dados e dos contextos apresentados. Além disso, tiveram a oportunidade de analisar o instrumento de forma crítica, identificando suas potencialidades, pontos de aprimoramento e eventuais fragilidades, contribuindo, assim, para seu aperfeiçoamento.
A educação digital e conectividade foi um assunto usado como exemplo de como iniciar essa exploração. Para isso, as secretarias estaduais de educação presentes foram indagadas de como é importante ter uma visibilidade de que nas redes municipais de educação, 64% ainda não incorporaram as competências e habilidades da BNCC, de que 70% afirmaram que ainda não adquiriram nos últimos dois anos equipamentos e dispositivos eletrônicos para uso pedagógico, e de que 93% disseram que promoverão o autodiagnóstico de saberes/competência digitais dos docentes. Com base nesses dados, é possível delinear planejamentos estruturados em regime de colaboração, voltados ao enfrentamento e à superação da situação apresentada. A partir da análise das evidências coletadas, podem ser definidas estratégias conjuntas entre os entes federados, priorizando ações integradas, otimização de recursos, compartilhamento de boas práticas e definição de metas comuns, com vistas à melhoria dos indicadores e ao fortalecimento da política educacional.
Um outro tópico que ganhou destaque durante a capacitação dos gestores, foi um comparativo feito entre o PAR 4 e Novo PAR, com as principais mudanças para que pudesse ser feito um diagnóstico e planejamento. No PAR 4, por exemplo, houve um fluxo contínuo nos últimos quatro anos, e no Novo PAR, há uma marcação temporária para cada uma das etapas e revisão anual.
Os Arranjos dos Regimes de Colaboração
Os encontros que ocorrem entre os membros dos Regimes de Colaboração de cada município funcionam como espaços de compartilhamento de experiências e metodologias que vislumbram a garantia dos direitos das crianças e adolescentes. Por meio desse trabalho articulado é possível refletir as dimensões do planejamento estratégico, a aprendizagem, a rede de proteção e o território educativo, com análises, levantamentos de metas e estratégias criando dessa forma, uma rede de interação entre os municípios, com o objetivo de enfrentar desafios educacionais comuns de forma integrada, planejada e solidária.
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