Prefeitura de Aracruz se reúne com lideranças indígenas para discutir volta às aulas nas comunidades
A prefeitura de Aracruz, por meio da Secretaria de Educação (Semed), realizou na tarde desta quinta-feira (04/02), uma reunião com lideranças indígenas para discutir a possibilidade da volta às aulas presenciais dentro das comunidades. Estiveram presentes a secretária da Semed Jenilza Spinassé, o vereador indígena Vilson Jaguareté, a professora da educação escolar indígena, Andréa Tupinikim e a Coordenadora das Unidades de Saúde, Indígena Roseane Toffoli.
Durante as conversações foram expostas as dificuldades encontradas no ano letivo de 2020 com o estudo remoto, o que trouxe grande defasagem, pois muitos alunos não davam retorno, nem mesmo quando o material era levado às suas casas. “Tivemos um grande desafio com a prioridade na saúde. Como a escola para a maioria desses alunos é a única forma que eles têm de se relacionarem, muitos alunos não conseguiam concluir seus afazeres, e os prejuízos também foram enormes”, lembrou Jenilza.
Os caciques afirmaram que muitos pais querem a volta das aulas presenciais, mas as lideranças sabem da dificuldade que terão em função da cultura deles, que é diferente das demais escolas. “Temos a cultura do aperto da mão, do abraço, e isso não tem como evitar, ainda mais com as crianças, pois mesmo elas estando separadas, na hora do recreio haverá muita interação. Precisamos do apoio do município na nossa saúde e educação. Nossa comunidade está sofrendo com a Covid. Temos indígenas contaminados que não procuram assistência médica e crianças assintomáticas, o que é uma grande preocupação”, ressaltou um dos caciques.
Em função disso alguns caciques se mostraram receosos com a volta das aulas presencias e pediram um prazo de até três meses para terem a certeza de que não haverá riscos maiores para a comunidade em geral. “Até lá poderíamos continuar com as atividades remotas, como ocorreu antes”, disse outro cacique.
Já a secretária da Semed Jenilza Spinassé lembrou que o retorno gradual das aulas presenciais seguirá o protocolo do Governo do Estado. “Compete às lideranças aceitarem ou não o retorno das aulas. Algumas lideranças querem, e outras não. Temos a proposta da vigilância sanitária visitar as aldeias para ver se as escolas estão em condições de receber os alunos. Esse protocolo exige uma preparação antecipada, e as crianças que apresentarem algum sintoma não poderão ir à escola”, lembrou.
Ficou acordado entre as partes que as lideranças indígenas levarão às suas comunidades a proposta para discutirem entre si e verem se chegam a algum acordo para a aceitação ou não do retorno das aulas presenciais. Uma outra reunião dos indígenas com a prefeitura será agendada para que a Semed tome ciência dessa decisão.
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