Aracruz terá Oca do Papai Noel
O município de Aracruz, com intuito de expressar sua diversidade cultural, traz este ano para o Natal Luz a Oca do Papai Noel. Construída com materiais colhidos da floresta aracruzense, a Oca será uma mistura entre adornos comuns do Natal e elementos tradicionais da cultura indígena.
“Essa mistura cultural é a cara do Brasil, além de sermos o único município do Espírito Santo com aldeias indígenas. A ideia de construir uma oca no lugar da casinha do Papai Noel é uma forma de valorizar nossa cultura e ainda apresentá-la ao publico que desconhece”, explica a secretária de Turismo e Cultura, Flávia Cândida.
A Oca, além de ser a morada do Papai Noel durante o Natal Luz 2018, estará aberta para o público durante a programação. “Famílias poderão visitar a oca, contemplar o trabalho feito pelos artesãos da Aldeia Irajá, e ainda fazer um belo registro fotográfico”, completa a secretária de Turismo e Cultura.
Da floresta ao centro urbano
Bambu, Broto de Naiá e barro. Os materiais utilizados na construção da Oca foram todos retirados da Floresta que circula a Aldeia Irajá. Foram vários dias de trabalho para os artesãos da aldeia que, aos poucos, deram forma a Oca.
“Foi um trabalho voluntário e coletivo, envolvendo várias pessoas da aldeia. Os brotos, após terem sido retirados da mata, foram distribuidos em algumas casas para que debulhassem as palhas”, comentou a gerente de Assuntos Indígenas da PMA, Josi Tupinikim.
Integração de culturas
Misturar o natal com a cultura indígena é de fato algo inusitado para o município. Uma Oca em meio a Praça Monsenhor Guilherme Shmitz, no entanto, leva um clima diferente para o centro urbano de Aracruz, transmitindo um pouco da realidade dos povos indígenas Tupinikim e Guarani.
“A ideia de construir uma Oca nasceu com o objetivo de demonstrar para a população que é possível unir a cultura indígena com as festividades natalinas, sem perder as características de um povo”, comentou a secretária de turismo e cultura.
A ideia, inclusive, é vista de forma bastante positiva pelo poder público, ainda mais ao se tratar de um município com uma diversidade cultural única em todo o Espírito Santo. “É importante observar que mesmo com as ornamentações natalinas, a Oca não deixou as características naturais, o que nos permite comparar com a realidade dos povos indígenas de hoje, que acompanha as transformações que o mundo oferece sem perder as suas tradições e costumes. Ver o papai noel dentro de uma Oca pode até causar um certo estranhamento, mas ao mesmo tempo é uma ótima oportunidade para que a população conheça melhor nossas tradições,”, ponderou Josi.
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