6ª Teia Nacional é aberta com defesa da democracia cultural e fortalecimento da Cultura Viva

Publicado em: 20 de maio de 2026
Texto: Secretaria de Comunicação
Imagem: Giba/MinC
6ª Teia Nacional é aberta com defesa da democracia cultural e fortalecimento da Cultura Viva

Matéria escrita pelo Ministério da Cultura

O Ministério da Cultura (MinC) abriu, nesta terça-feira (19), a 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura no Auditório Raiz, no Sesc Praia Formosa, em Aracruz (ES), com discursos em defesa da democracia cultural e do fortalecimento da Política Nacional Cultura Viva. Durante a cerimônia, lideranças da Rede Cultura Viva, mestres da cultura popular e integrantes da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura destacaram a retomada das políticas culturais pelo Governo do Brasil, a ampliação dos investimentos no setor e a importância da articulação comunitária para garantir os direitos culturais no país.

A cerimônia, que contou com 870 delegados de cultura, começou com uma saudação coletiva conduzida por lideranças tradicionais da Cultura Viva, marcada por referências à espiritualidade e à diversidade dos territórios brasileiros. Entre os cantos entoados durante a abertura esteve a simbologia da Canção do Marinheiro, verbete do projeto ABC Cultura Viva, a canção representa união, resistência e força comunitária. “Ô Marinheiro é hora, é hora de trabalhar. É o céu, é a terra, é o mar. Ô Marinheiro olha o balanço do mar”.

A secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do MinC, Márcia Rollemberg, destacou a construção coletiva da política Cultura Viva e o papel dos Pontos de Cultura na promoção da cidadania, da saúde e da justiça climática. “Isso mostra uma capacidade de resiliência, de resistência e de construção coletiva. Todo ponto de cultura promove saúde. Todo ponto de cultura cuida. É a cultura que faz a transição ética”.

Ela também celebrou os 16 mil pontos de cultura e a retomada da Teia Nacional após mais de uma década e ao relacionar cultura, saúde e justiça climática. Márcia destacou o papel dos Pontos de Cultura na transformação social e na construção de novas práticas coletivas. “Dentro da Cultura Viva tem patrimônio, memória, artes, acessibilidade, cultura digital, culturas indígenas, culturas quilombolas. A gente é retrato do Brasil”.

Presente na mesa, a titular da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPC) e coordenadora do Pontão Paraíba Cultura Viva, Alice Monteiro, destacou a importância da participação popular e da nacionalização da política cultural, seguindo para a próxima atividade, o 5º Fórum Nacional dos Pontos de Cultura. “Vamos realizar agora um fórum que é resultado de 27 fóruns realizados nos nossos territórios”.

Homologação do regimento no 5º Fórum Nacional dos Pontos de Cultura

Na sequência da abertura, os delegados participaram da plenária do 5º Fórum Nacional dos Pontos de Cultura (FNPdC), que analisou e homologou o regimento responsável por orientar os trabalhos da instância nacional da rede Cultura Viva e da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPdC).

O documento mantém as diretrizes publicadas pela Comissão Nacional em setembro de 2025, utilizadas nas etapas estaduais do processo. O texto define a composição da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura, formada por 49 integrantes: 27 representantes estaduais e do Distrito Federal e 22 representantes de GTs temáticos vinculados às ações estruturantes da Política Nacional Cultura Viva.

Conduzida por Wertemberg Nunes, integrante da executiva da Comissão Nacional, a plenária foi marcada por debates sobre representatividade, acessibilidade e funcionamento dos Grupos de Trabalho (GTs). “Pela primeira vez, nós temos um fórum com os 27 estados presentes com as suas delegações e com direitos iguais”, afirmou.

Além da aprovação do regimento, o Fórum Nacional dos Pontos de Cultura segue com os encaminhamentos para a criação dos novos grupos de trabalho das delegações, responsáveis pela construção coletiva das propostas que irão orientar as pautas e diretrizes da rede Cultura Viva.

Teia Nacional

A 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura reúne agentes culturais, coletivos, mestres e mestras das culturas populares, povos tradicionais, representantes da sociedade civil e gestores públicos de todas as regiões do Brasil.

O evento é uma realização do Ministério da Cultura, do Governo do Estado do Espírito Santo, da Prefeitura de Aracruz e da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura (CNPdC), em parceria com o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), o Sesc, Unesco e o programa IberCultura Viva.

 

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