Alunos de Aracruz aprendem sobre preservação no projeto Escola no Manguezal
Aprender de forma prática e vivenciar diretamente o ambiente natural, promovendo uma conexão única com a natureza, é o que proporciona o projeto Escola no Manguezal, desenvolvido pela Secretaria de Meio Ambiente (Semam), aos alunos da rede municipal de ensino de Aracruz. Nesta quinta-feira (30), aconteceu a última visita neste ano com os alunos da escola Prof° Maria Inês Della Valentina, de Jacupemba, que estiveram no mangue de Pontal do Piraqueaçu.
Neste ano, cerca de 300 alunos tiveram a oportunidade de sair das salas de aula para vivenciar de perto o que é o mangue, conhecer todo o espaço e aprender técnicas de cata de caranguejo que são benéficas ao meio ambiente. Além disso, puderam ouvir as experiências de pessoas que vivem do mangue.
Durante a aula, técnicos da Henvix, empresa contratada pela Suzano, parceira do projeto, explicam todo o ecossistema do local. Em seguida, Manoel dos Santos, morador da aldeia Caeiras Velhas e tirador de caranguejo há mais de 49 anos, mostra aos alunos como é feita a retirada do caranguejo de maneira sustentável, sem prejudicar a espécie, compartilhando na prática sua experiência e vivência.
Manoel explica que o principal objetivo de sua fala é promover a conscientização. “Aproveito a oportunidade para ensinar e mostrar que é possível fazer a tirada do caranguejo sem causar impactos ao mangue. Conscientizar essa geração nos dá esperança de que o ambiente será respeitado e preservado”, destacou.
A prática de “tirar” o caranguejo é um dos principais conhecimentos transmitidos às crianças que participam do projeto. Ao “tirar”, o trabalhador do manguezal realiza uma coleta cuidadosa, observando o tamanho e a espécie do animal que será recolhido. Já o ato de “catar” utiliza instrumentos prejudiciais, como as redinhas, que, quando deixadas no mangue, causam a morte de diversos animais, além de não permitir o controle sobre o que está sendo capturado.
Eduarda Oliveira, de 14 anos, foi uma das alunas do colégio Prof° Maria Inês Della Valentina, e contou como foi a experiência. “Foi algo diferente aprender mais sobre o mangue. O momento mais legal de toda a aula foi ver como a cata do caranguejo é feita, aprendendo o jeito que ajuda a natureza e também protege a espécie”, comentou.
Já sua colega, Letícia Coutinho dos Anjos, de 14 anos, disse que o que aprendeu ali deve ser passado a outras pessoas. “Muito do que falaram durante a aula no mangue não nos é passado em sala de aula e foi incrível poder descobrir isso tudo. São informações que devemos levar a diante e fazer chegar a outras pessoas”, pontuou a estudante.
O secretário da Semam, Aladim Cerqueira, acredita que o projeto Escola no Manguezal tem um papel fundamental na formação ambiental das crianças. “Mais do que uma aula fora da sala, é uma experiência que desperta o olhar para a importância da preservação e do uso sustentável dos nossos ecossistemas. Ao conhecer de perto o manguezal, os alunos entendem o valor desse ambiente para a vida marinha, para as comunidades que dele dependem e para o equilíbrio do meio ambiente. Estamos investindo em educação ambiental porque acreditamos que é através do conhecimento que formamos cidadãos mais conscientes e comprometidos com o futuro”, destacou.
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