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Perguntas e respostas sobre o novo coronavírus

11/03/2020

A Secretaria de Saúde de Aracruz (Semsa) levantou os principais questionamentos a respeito do coronavírus, com intuito de esclarecer e informar a população sobre prevenção, diagnóstico e tratamento. Confira:

 

PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O NOVO CORONAVIRUS

1)    O QUE É O CORONAVIRUS?

É um novo vírus que tem causado doença respiratória pelo agente coronavírus. Os primeiros casos foram registrados na China e atualmente se estende em todos os países. O novo coronavírus faz parte de uma grande família viral que ataca seres humanos e animais. Os primeiros tipos foram detectados na década de 1960. As infecções por coronavírus causam doenças respiratórias leves a moderadas, porém, alguns coronavírus podem causar doenças graves como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), identificada em 2002 e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers), identificada em 2012.

2)    COMO É A TRANSMISSÃO?

A transmissão do novo coronavírus pode ocorrer de pessoa para pessoa, de forma continuada. O contágio costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como saliva, espirro, tosse, catarro. Também pode ocorrer por contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão ou contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguidos de contato com a boca, nariz ou olhos. O grau de transmissão do novo coronavírus é menor do que o vírus da gripe e por isso apresenta menor risco de circulação e disseminação. Pode ficar incubado por duas semanas, período em que aparecem os primeiros sintomas desde a infecção.

3)    COMO É O DIAGNOSTICO?

O diagnóstico do novo coronavírus é feito a partir da indicação de caso suspeito nos serviços de saúde, quando é coletada uma amostra de materiais respiratórios (aspiração de vias aéreas ou indução de escarro). As análises ocorrem no Laboratório Central de Saúde Pública do Estado, (Lacen/ES) e na Fiocruz (RJ).

4)    QUAIS OS SINTOMAS?

Os sinais e sintomas clínicos do novo coronavírus são semelhantes aos da gripe ou resfriado. Em casos mais graves, podem ser iguais à pneumonia, com infecção do trato respiratório inferior. Geralmente o paciente apresenta febre, tosse e dificuldade para respirar.

5)    COMO É O TRATAMENTO?

Basicamente, o tratamento é repouso e consumo de bastante água. Também é indicado o uso de medicamento para dor e febre, como antitérmicos e analgésicos. É aconselhável o uso de umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garganta e tosse. Assim que os primeiros sintomas surgirem, é fundamental procurar ajuda médica imediata para confirmar diagnóstico e iniciar o tratamento. Os casos graves devem ser encaminhados a um Hospital de Referência para isolamento e tratamento. Os casos leves devem ser acompanhados pela Atenção Primária em Saúde (APS) e instituídas medidas de precaução domiciliar.

6)    COMO É DEFINIDO UM CASO SUSPEITO?

Pessoas que tenham chegado, nos últimos 14 dias, dos países apontados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com circulação do vírus e que tenham apresentado febre, tosse e dificuldade respiratória.

  • Situação 1 - VIAJANTE:
    Pessoa que apresente febre E pelo menos um dos sinais ou sintomas respiratórios (tosse, dificuldade para respirar, escarro, congestão nasal, entre outros) E com histórico de viagem para país com transmissão sustentada OU área com transmissão local nos últimos 14 dias;
  • Situação 2 - CONTATO PRÓXIMO:
    Pessoa que apresente febre OU pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, escarro, congestão nasal, entre outros) E histórico de contato com caso suspeito ou confirmado para COVID-19, nos últimos 14 dias.
  • Situação 3 - CONTATO DOMICILIAR:
    Pessoa que manteve contato domiciliar com caso confirmado por COVID-19 nos últimos 14 dias E que apresente febre OU pelo menos um sinal ou sintoma respiratório (tosse, dificuldade para respirar, escarro, congestão nasal, entre outros).

7)    COMO PREVENIR?

• Evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas;
• Realizar lavagem frequente das mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente;
• Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
• Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
• Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
• Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
• Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
• Manter os ambientes bem ventilados;
• Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas da doença;
• Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).

8)    QUAL A DIFERENÇA ENTRE GRIPE E O NOVO CORONAVIRUS?

No início da doença, não existe diferença quanto aos sinais e sintomas de uma infecção pelo novo coronavírus em comparação com os demais vírus. Por isso, é importante ficar atento às áreas de transmissão local. Apenas pessoas que tenham sintomas e tenham viajado para os países apontados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com circulação do vírus são suspeitos da infecção pelo coronavírus. Há uma possibilidade deste protocolo sofrer alteração uma vez em que está sendo estudado possíveis casos com transmissão local no país.

9)    QUAL RISCO DE ESTAR VIAJANDO PARA O EXTERIOR?

Com o aumento do nível de alerta pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para alto em relação ao risco global do novo coronavírus, o Ministério da Saúde orienta que viagens para o exterior devem ser realizadas apenas em casos de extrema necessidade. Essa recomendação vale até que o quadro todo esteja bem definido.

10)   QUANDO USAR A MÁSCARA?

A máscara de proteção deve ser utilizada por quem apresentar sintomas de febre e dificuldade respiratória e que tenham vindo, nos últimos 14 dias, dos locais apontados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com circulação do vírus. A mascara também deverá ser utilizada pelos profissionais de saúde que estarão em contato direto com o paciente suspeito ou confirmado com o coronavirus.

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