Parceria entre prefeitura de Aracruz e Incaper oferece curso de “Enxertia do Cacau” para o produtor rural

13/04/2018 Renato Lana
O Técnico Agrícola da Comissão Executiva de Planejamento da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), Álvaro Cândido da Silva passa algumas técnicas da enxertia a produtores rurais de Aracruz. O intuito é possibilitar o aumento da produção

O Técnico Agrícola da Comissão Executiva de Planejamento da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), Álvaro Cândido da Silva passa algumas técnicas da enxertia a produtores rurais de Aracruz. O intuito é possibilitar o aumento da produção

Aconteceu nesta quarta-feira (11/04) e quinta-feira (12/04), das 8hs às 16hs, na localidade de Córrego Alegre, o Curso de Enxertia do Cacau, um evento realizado pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), em parceria com a Secretaria de Agricultura da prefeitura de Aracruz.

O curso foi ministrado pelo Técnico Agrícola da Comissão Executiva de Planejamento da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), Álvaro Cândido da Silva, que passou instruções aos produtores rurais de Aracruz sobre a enxertia do cacau, um procedimento que insere parte de uma planta em outra, de tal maneira que as duas se unam e continuem o crescimento como se fosse uma só. Uma dessas partes é chamada de porta-enxerto (sistema radicular), e a outra de enxerto (parte aérea). Um dos objetivos desse procedimento é amenizar as doenças no cacaueiro.

O palestrante Álvaro Cândido passou algumas técnicas da enxertia, consideradas práticas. “A substituição de plantas velhas por mais novas requer tecnologia de fácil assimilação, e caso venha a ser mal utilizada, muitas vezes pode causar problemas na cicatrização. Elas devem ser feitas em pequenas áreas de contato entre os câmbios de enxerto e porta-enxerto”, explica. Ainda de acordo com Álvaro, deve-se evitar cortes desuniformes, sempre usando ferramentas bem afiadas, cuidar para não fazer a amarração errada e evitar a desidratação dos ramos fornecedores.

Meta final
A enxertia tem como meta final o aumento da produção do cacau, sendo que a produção em melhor escala do cacaueiro se dá quando ele atinge três metros de altura. “Como forma de alcançarmos melhores resultados, objetivamos substituir copas de plantas, combinar características desejáveis de forma rápida, reduzir o porte, diminuir o período de início da produção e aumentar tolerância às condições desfavoráveis, como doença e seca”, comenta.

TEXTO: Renato Lana
E-MAIL: rfaria@aracruz.es.gov.br