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Confira a programação do Itinerário de Bloqueio Focal

Aspectos Gerais da Dengue

A dengue é uma doença febril aguda, e causada por vírus. Ela se caracteriza pela presença de febre e de dois ou mais sintomas, como dores de cabeça, muscular, articulações, além de cansaço, náuseas, vômitos e manchas vermelhas no corpo (exantema). A doença pode se apresentar como dengue clássica (com evolução clínica benigna), dengue com sinais de alarme (com risco de evolução desfavorável) e dengue grave (com comprometimento orgânico grave, falência de órgãos/sistemas, podendo evoluir para choque e óbito).

Modo de Transmissão

A transmissão se faz somente pela picada da fêmea do mosquito infectada. De 8 a 12 dias após a picada de indivíduo doente, o mosquito está apto a transmitir a doença para pessoa sadia.

O Mosquito Transmissor

O vetor da dengue é o Aedes aegypti, inseto que tem preferência pelo ambiente doméstico. É um mosquito preto com listras e manchas brancas e mais escuro que o pernilongo comum.

A fêmea pica preferencialmente durante o dia. Põe seus ovos em água parada, e ali as larvas se desenvolvem. A postura de ovos é feita preferencialmente em recipientes artificiais, como materiais inservíveis (latas, copos, embalagens plásticas e material descartável em geral), pratos de vasos de plantas, barris/tambores, pneus, caixas d'água e outros reservatórios de água. Seus criadouros naturais são ocos de árvores, cascas de coco, bromélias ornamentais, água acumulada em folhas secas caídas no chão, nas calhas e outros.

Do ovo à forma adulta, o ciclo de vida do Aedes aegypti varia de acordo com a temperatura, disponibilidade de alimentos e quantidade de larvas existentes no mesmo criadouro. Em condições favoráveis, após a eclosão do ovo, o desenvolvimento do mosquito, até a forma adulta pode levar um período de seis a dez dias. O tempo médio de vida do adulto é de aproximadamente 35 dias.

Como se prevenir?

A forma mais eficiente é impedir o seu vetor de se reproduzir. Cuidados que podem e devem ser adotados pela população em suas residências e locais de trabalho para evitar a proliferação do Aedes aegypti:

  • Retire os pratinhos de vasos de plantas;
  • Coloque latinhas, embalagens plásticas e de vidro e material descartável em geral em sacos plástico. Feche bem;
  • Mantenha a lixeira tampada. Sempre ponha o lixo para recolhimento do serviço de limpeza urbana;
  • Mantenha caixa d'água, cisterna, barril/tambor e poço sempre bem fechados, sem deixar frestas;
  • Confira sempre se a calha está entupida, remova folhas e tudo que possa impedir o escoamento da água;
  • Entregue os pneus ao serviço de limpeza urbana. Caso precise deles, mantenha-os secos e guardados em local coberto;
  • Trate a água da piscina com cloro e limpe uma vez por semana;
  • Deixe a tampa do vaso sanitário sempre fechada. Em banheiro sem uso, dê descarga uma vez por semana;
  • Mantenha o seu quintal sempre limpo e livre de qualquer material que possa se tornar um foco da dengue (sacos plásticos, tampas de garrafas, cascas de ovos e embalagens em geral);
  • Retire sempre a água da bandeja externa de geladeira e do ar-condicionado. Lave-a com água e sabão;
  • Se não for usar as garrafas PET e de vidro, coloque-as em um saco plástico para recolhimento da limpeza urbana. Se for utilizá-las, mantenha-as em local coberto, secas e sempre de boca para baixo;
  • Seque sempre todo material em uso que possa acumular água e guarde em local coberto.

A Vigilância em Saúde

Principais ações de controle vetorial realizadas pelo município:

  • Mapeamento e zoneamento dos casos de dengue e outras arboviroses;
  • Visita para orientação e educação em saúde nos domicílios. Em casos mais críticos, os proprietários dos imóveis são notificados para providenciar a limpeza do terreno;
  • Tratamento perifocal: consiste na vigilância quinzenal de imóveis classificados como pontos estratégicos (PE) para trabalhos educativos, controle mecânico, controle químico (quando necessário) e coleta de larvas;
  • Bloqueio de transmissão: são as ações realizadas no entorno de locais que foram constatados casos de dengue. Os agentes fazem tratamento larval e aplicam inseticida a ultra baixo volume;
  • Em todas as atividades são realizadas as ações educativas/orientativas.

Aplicação de inseticida

Antes de mais nada, é preciso lembrar que, por se tratar de produtos com potencial para causar intoxicações e impactos ambientais, é fundamental o seu uso racional e seguro. O programa Nacional de Controle das Arboviroses Transmitidas por Mosquitos (dengue, zika, chikungunya), prevê duas modalidades de uso: larvicida e adulticida. Os larvicidas atuam sobre a fase larvária do vetor por meio do tratamento químico de depósitos com água que não passíveis de eliminação/destruição/vedação. Os adulticidas são utilizados para controlar a fase alada do mosquito e são aplicados em Pontos Estratégicos no tratamento de superfícies planas explorando a toxidade residual do produto químico (tratamento residual) e por meio de nebulização espacial aplicado por equipamentos denominados UBV (Ultra Baixo Volume).

A aplicação de inseticida a ultra baixo volume é uma atividade complementar realizada para o bloqueio de transmissão de casos suspeitos de dengue, Zika e/ou chikungunya, seguindo os critérios técnicos estabelecidos pela Secretaria Estadual de Saúde (SESA) e Ministério da Saúde (MS). A aplicação espacial em UBV pode ser obtida com equipamento portátil (UBV Leve) ou veicular (UBV Pesada "carro fumacê"). Ambas produzem o mesmo tipo de névoa e objetivam a eliminação de adultos infectantes.

UBV leve

É realizada com equipamentos especiais (bombas costais motorizadas) e o trabalho é associado a ações de controle larval e conscientização da população. O inseticida utilizado atualmente é organofosforado (Malathion).

Mediante a notificação oportuna de casos suspeitos é realizado o bloqueio com UBV Costal em um raio de 150 metros do caso, com o objetivo de reduzir as fêmeas do vetor. Isto é feito, sobretudo no início do surgimento de casos, ou de poucos casos, ou de forma complementar ao UBV veicular. O efeito destes produtos é efêmero (somente enquanto em suspensão), é inespecífico (atuam sobre qualquer outro inseto) e não apenas em mosquitos adultos. A medida é de baixa eficácia se não for precedida da eliminação de criadouros, não alcançando o seu propósito.

Para que a aplicação seja eficaz, a sua colaboração é fundamental. Elimine todos os recipientes e locais que contenham água parada, pois o inseticida utilizado no UBV tem eficácia somente em mosquitos adultos.

UBV pesado (carro fumacê)

A aplicação de inseticida em UBV veicular, por requerer condições altamente específicas para manifestar eficiência - além do destaque no rendimento operacional - é indicada para o tratamento de grande número de imóveis. Além de atender simultaneamente outros critérios entomo-epidemiológicos e, sobretudo, que tenha capacidade de resposta na eliminação de focos, é necessário quantidade suficiente de agentes para realizar a eliminação dos criadouros antes das pulverizações.

Os insumos utilizados no programa de controle dos vetores das arboviroses transmitidas por mosquitos (dengue, zika, chikungunya) são adquiridos pelo Ministério da Saúde, e repasse aos Estados da Federação, que são responsáveis pela liberação da frota de veículos e equipamentos de UBV Pesado utilizados nestas operações: após a solicitação do município (feita após o aumento do número de notificações e a comprovação da transmissão de dengue mediante exame laboratorial), é feita a análise da situação epidemiológica do município pela coordenação estadual do programa, da Secretaria Estadual de Saúde, que, se justificável, libera o equipamento e os insumos.

A Secretaria de Saúde da Prefeitura de Aracruz mantém a vigilância diária de casos, e com base no aumento da incidência, encaminhará a solicitação de liberação da UBV veicular à SESA sempre que as condições estabelecidas para a solicitação se cumprirem, enfatizando que o uso isolado do UBV tem sua eficácia bastante reduzida.